O Japão está vivendo um grande dilema.
Depois de adiar por um ano os Jogos Olímpicos de Tóquio que seriam realizados em 2020, ano do agravamento da pandemia no mundo todo, o país tem a difícil missão de realizar - ou adiar novamente - o evento esportivo mais importante de todos.
Dilema porque, mesmo depois de quase dois anos desde o surgimento do primeiro caso em Wuhan, na China, a pandemia não foi controlada no mundo e muito menos no Japão. É claro que muitos países tiveram avanços na vacinação, com destaque para países como Israel (63% da população vacinada), Estados Unidos (48%), Reino Unido (54%) e Chile (47%). Só para efeito de comparação, o Brasil vacinou apenas 8% e o Japão 4%. A média mundial é de 10%.
O país oriental que será sede desta Olimpíada pode adiar os jogos novamente. Isso, entretanto, colocará toda uma preparação e investimentos milionários em cheque mais uma vez. Por outro lado, se realizar o evento, o Japão terá que garantir a saúde e segurança de atletas do mundo todo. Será que algum país do mundo conseguiria essa garantia diante de uma pandemia cheia de novas mutações e incertezas?
De fato, não é uma escolha fácil. Entretanto, a saúde e, portanto, a vida, deve estar sempre em primeiro lugar. Não só a dos atletas, como também da população japonesa e mundial. Esse intercâmbio esportivo mundial também pode se transformar em um intercâmbio de novas cepas da doença. Pode significar o colapso do já frágil sistema de saúde japonês. Ou, por outro lado, pode significar apenas um evento incrível e uma celebração ao esporte. A grande pergunta é: valerá a pena o risco?

0 comentários:
Postar um comentário